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Ele sofreu amputação dos braços e pernas, mas não se abateu com os obstáculos. Ao contrário, as adversidades que surgiram em sua vida, só o tornaram ainda mais forte. Confira o entrevista com um jovem cheio de lições para ensinar.
Em setembro de 2009, um mal estar aparentemente comum levou Pedro Pimenta, de 20 anos, a uma internação imediata. O jovem que sempre praticou esportes e fazia cursinho pré-vestibular para cursar Administração de Empresas, foi diagnosticado com meningococcemia, um tipo raro de meningite bacteriana que deixou Pedro em coma por sete dias devido ao quadro de infecção generalizada. A doença fez com que Pedro ficasse por mais de cinco meses no hospital, além de levar a amputação de parte de seus braços e pernas. De lá para cá, Pedro só surpreendeu as pessoas ao seu redor. Ainda internado, ele pediu para que os médicos o liberasse para assistir ao show da banda de rock AC/DC. Foi de maca e ambulância para uma casa de shows em São Paulo acompanhar a multidão de 70 mil fãs. Vibrou durante toda a apresentação de seu grupo favorito e recarregou as energias para seguir me frente. ”Aquele dia foi inesquecível! Era um sonho que eu sempre tive e que não deixaria de realizá-lo. Foi uma emoção enorme e me deu um gás para sair do hospital vivo”, lembra. Atualmente, depois de um longo treinamento de reabilitação com soldados do exército americano, Pedro se adaptou às próteses de alta tecnologia, tornou-se produtor musical e em breve partirá novamente para os Estados Unidos, desta vez para cursar faculdade de fabricação de próteses. Portal Mara Gabrilli: Foi difícil se adaptar a vida diária depois da amputação dos seus braços e pernas? Pedro Pimenta: Foi. No princípio, quando saí do hospital, cinco meses e quinze dias após minha internação, não fazia absolutamente nada sozinho. Era uma nova realidade que eu tinha que lidar. PMG: E sua reabilitação? Você utiliza próteses? Fale um pouco sobre isso. Pedro: Minha reabilitação iniciou em uma clínica em São Paulo. Na época, eu estava muito fraco - lembro-me que um dos maiores desafios era aprender a passar de deitado para sentado. Finalmente, após um treinamento ''militar'' nos EUA e muitas pessoas dizerem que seria ''impossível'', larguei a cadeira de rodas para sempre. Isto foi no dia 6 de Dezembro de 2010.
PMG: E como surgiu o trabalho de produção musical na sua vida? Pedro: Na adolescência, gostava de tocar guitarra. Quando me vi ali, sem as minhas mãos, pensei "preciso encontrar uma forma de me ligar à música novamente. Certo dia, no hospital, meu irmão do meio levou um mouse pad para eu testar - foi ali onde tudo começou. Desde então, aproveitei meu tempo para estudar bastante a produção musical, o que me ajudou a continuar sendo feliz.
PMG: Você toca para quem? Qual é o seu público? Pedro: No momento, para ninguém. Tenho só produzido. Mas diria que o meu público seria de maioria os jovens - desde adolescentes até os quarentões - com espírito jovem.
PMG: O que você já conquistou no esporte? Pedro: Amizades!
PMG: Quais são seus planos para o futuro? Pedro: Pretendo ingressar na faculdade em breve e me tornar um especialista em próteses. Minha lista de planos é infinita, nunca me sinto satisfeito.
PMG: Já encarou algum obstáculo como impossível de superar? Pedro: “Impossível'' é um ponto de vista, uma palavra beeeeeeeeem pequenininha! Ouça também a entrevista com Pedro Pimenta no Derrubando Barrerias, clique aqui |