Guardiões das Calçadas

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Uma luz e o fim das calçadas

Piso tátil marca trajeto acessívelquarta-feira, 14/9/2011

Nesta quarta-feira (14/9) visitamos a região da Luz, conhecida também como Cracolândia, devido aos inúmeros usuários de crack que vivem no local.

Ao chegarmos às imediações da estação Júlio Prestes, observamos que as calçadas no entorno da estação e da Secretaria de Estado da Cultura estão em bom estado: são amplas e bem sinalizadas. O local também conta com rampas de acesso e vagas reservadas.

Já, ao passarmos pela Alameda Cleveland, o pior trecho ficou na altura do número 299, próximo a uma escola. Lá a acessibilidade vai de mal a pior: as entradas para o estacionamento têm degraus enormes, o que dificulta a passagem de todos. Observamos um cadeirante que circulava pela via devido aos obstáculos do lugar. Além disso, em alguns trechos do trajeto, o piso podotátil está cheio de buracos.

Um pouco mais a frente, quando chegamos à Cleveland com a Alameda Nothman, nos deparamos com mais buracos na altura do número 466.

Sem luz no fim da calçada

Passagem intransitável na Rua OsórioSeguindo adiante pela Alameda Nothman, para a nossa alegria, nos deparamos com a calçada do SESC Bom Retiro, que é totalmente acessível, assim como as da Rua Barão de Mauá. Mas, a alegria durou pouco. Subindo a Rua Dino Bueno a situação é das piores. Muitos buracos de obras inacabadas fazem com que a calçada se torne inacessível de uma extremidade à outra. Seguindo pelo Viaduto General Couto Magalhães, encontramos mais buracos.

Para finalizar a vistoria, descemos a Rua General Osório, sentido Rua do Triumpho, foi quando nos deparamos com uma situação calamitosa: a guia rebaixada permite que o cadeirante suba na calçada, porém, as mesas de um bar, que foram colocadas bem na calçada, impedem que a pessoa com cadeira de rodas passe por ali.  Para dificultar ainda mais o percurso, há um poste de energia elétrica que torna ainda mais estreita a largura da calçada. Simplesmente, intransitável!
 
Chegando a Rua Triumpho, na altura dos números 95, 138, 144, 154, 194, 285 e 291, encontramos mais buracos, aliás, por quase toda a extensão desta rua os buracos fazem parte da paisagem local.  Ao lado do número 144, encontramos também vasos com plantas na calçada!

Todo e qualquer estabelecimento comercial, bem como as concessionárias, deveriam observar se não estão oferecendo riscos ao pedestre ao realizarem intervenções nas calçadas. Nenhum dos comércios que passamos oferecia realmente acessibilidade, além disso, o que foi feito neste sentido foi improvisado - rampas de metal e madeira, que podem ser perigosas. Um jeitinho brasileiro que impede as pessoas de ter acesso com segurança aos lugares.

 

 

 

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