Quinta-feira, 1/9/2011
Definitivamente, o centro de São Paulo ferve durante a semana. Parece que todos trabalham só no centro. Trânsito de pessoas onde os carros não têm vez. E pelo que notamos em nossa segunda vistoria realizada ontem, há muitas pessoas com deficiência por lá. Encontramos muletantes, cadeirantes e cegos pelas ruas que passamos. Como será que eles conseguem desviar de tantos buracos e falta de piso tátil? É realmente uma aventura andar no centro, até mesmo se você não tem deficiência.
O ponto mais crítico da nossa caminhada foi na passagem da Rua Conselheiro Crispiniano. Quantos buracos juntos numa rua só! E não são buracos pequenos, são verdadeiras crateras. Qualquer falta de mosaico passa batido com tantos buracos muito maiores. Isso sem falar nas lojas. O centro é realmente um "centro comercial", o paraíso pra todas as mulheres que passam e trabalham no centro, mas os cadeirantes não têm vez. Todas as lojas têm degraus, até nas galerias.
Os responsáveis de lojas deveriam considerar esse ponto. Muitas entradas de galerias e lojas tinham de boas vindas buracos gigantes! Eu na minha visão de publicitária e consumidora, mesmo se não andasse de cadeira de rodas não entraria em um lugar onde a entrada não é acessível. Parece que você não é bem vindo no lugar. E ninguém quer fazer trilha pra poder entrar em um local! Enfim, o centro é um lugar que está longe de ser o ideal em calçadas para qualquer pessoa. Não é à toa que as ruas são tomadas por pedestres, porque a calçada é intransitável!
Os piores trechos estão localizados justamente onde o fluxo de pessoas é mais intenso.
Apesar de concentrar uma grande quantidade de repartições públicas que recebem pessoas de diversos lugares da cidade e estar muito próximo aos olhos do poder público, as calçadas do centro estão em péssimas condições.
A Avenida Ipiranga, principalmente, próximo aos pontos de ônibus no sentido centro são simplesmente assustadoras.
A Rua Barão de Itapetinga, muito conhecida e também bastante frequentada por pessoas que diariamente procuram trabalho, está muito esburacada – isso faz com que os pedestres andem pela rua. Ou seja, cria mais um problema: o risco de atropelamentos.
A quantidade de reparos feitos de maneira irregular pelas Ruas: Conselheiro Crispiniano, Barão de Itapetinga, Dom José Gaspar, Avenida Ipiranga e São João são de fato os pontos mais críticos desta vistoria. Outro problema da região são as rampas feitas de maneira irregular para facilitar a entrada nos comércios.
Os piores trechos do Centro na nossa 2ª vistoria:
• Rua Conselheiro Crispiniano, por toda sua extensão, com pontos de agravamento na altura dos números 69,73,105,125,143.
• Rua 24 de Maio, altura dos números 116,162 e 188.
• Avenida Ipiranga, esquina com a Rua São João, e na altura dos números 605, 617.



