Guardiões das Calçadas

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Guardiões do ABC

São Bernardo do Campo (6/2/2012)

Primeira vistoria de 2012


Avenida Álvares Guimarães: Allan e Mariane tentam passar por desnível de calçada Começando o ano de 2012, fizemos a vistoria em algumas ruas dos bairros Planalto, Jardim Beatriz e Jardim Calux. Contamos com a companhia da Mariane Sant’ana, que é cadeirante e moradora da região.

O local conta com bairros residenciais e algumas empresas. Assim como em outras cidades, que se expandem em regiões de morro e sem nenhum tipo de planejamento urbano, as calçadas, principalmente nas áreas residenciais, são cheias de degraus – apenas as ruas principais contam com boas condições de circulação. Rua Max Mangels Seniors: na parte baixa onde ficam as casas as calçadas têm degraus altos

Iniciamos nossa vistoria na Avenida Álvaro Guimarães, principal rua comercial da região. O lugar possui agências bancárias e até uma casa de repouso para idosos. A rua é longa e em boa parte é plana, mas, mesmo contando com uma calçada bem larga, existem alguns desníveis que formam pequenos degraus e atrapalham a circulação. Nas esquinas não existem rampas de acesso no começo da via (altura dos números 144 e 180) e há muitos buracos.  A partir da altura do nº 1336, os obstáculos aumentam com o número crescente de degraus entre uma calçada e outra – alguns chegam a ser bem altos.

Já na Rua Max Mangels Seniors, na parte baixa, onde ficam as grandes empresas, a calçada é quase toda reta, mas possui pequenos buracos. As portarias dos prédios não têm rampas acessíveis e há Não há calçadas - apenas faixa onde caminhões são estacionadosburacos entre uma casa e outra. O pior trecho fica na parte alta, em frente ao nº 303, onde não existe calçada e os caminhões ficam estacionados. Além de todos estes entraves, a rua termina com um monte de pedra e árvores no meio da via, tornando impossível a circulação de um cadeirante.

A Benedito Conrado Filho é a rua da feira livre que ocorre todas as quartas-feiras. Já em seu início encontramos uma calçada estreita com degraus e postes dificultando a passagem. No meio do caminho a calçada fica mais larga, mas ainda com muitos degraus e buracos. A rua é plana e não conta com rampa de acesso, inclusive, na ilha que a separa. Ou seja, cadeirante só consegue atravessar pelo meio da rua.

Para finalizar, na Avenida Dom Jaime Barros Câmara, a via inicia estreita, com postes, árvores e lixeiras que atrapalham a passagem. No terreno entre a Universidade Metodista e a escolinha de futebol, a calçada inteira é esburacada e um mato invade a área. No mesmo sentido, ao lado direito, onde se localizam alguns prédios, há rampas que facilitam a circulação.  Já na parte comercial, há desníveis e degraus na calçada. Em frente ao motel da região, há uma angulação completamente inadequada e, como nas outras ruas vistoriadas, não há rampas de acesso nas esquinas.

Não há guias de acesso nas esquinasImportante dizer que é possível, sim, nivelar a calçada, fazer rampas de acesso no lugar de degraus e nas esquinas, recapear as vias e instalar piso tátil de alerta direcional para as pessoas com deficiência visual. Tudo isso pode ser realizado desde que as autoridades cumpram o seu dever e a população, por sua vez, cobre por seus direitos.

Garantir acessibilidade é uma tarefa de todos!
                             

 

 

 Allan Mazzoleni é Guardião de São Bernardo do Campo
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