Primeira vistoria de 2012
Começando o ano de 2012, fizemos a vistoria em algumas ruas dos bairros Planalto, Jardim Beatriz e Jardim Calux. Contamos com a companhia da Mariane Sant’ana, que é cadeirante e moradora da região.
O local conta com bairros residenciais e algumas empresas. Assim como em outras cidades, que se expandem em regiões de morro e sem nenhum tipo de planejamento urbano, as calçadas, principalmente nas áreas residenciais, são cheias de degraus – apenas as ruas principais contam com boas condições de circulação. 
Iniciamos nossa vistoria na Avenida Álvaro Guimarães, principal rua comercial da região. O lugar possui agências bancárias e até uma casa de repouso para idosos. A rua é longa e em boa parte é plana, mas, mesmo contando com uma calçada bem larga, existem alguns desníveis que formam pequenos degraus e atrapalham a circulação. Nas esquinas não existem rampas de acesso no começo da via (altura dos números 144 e 180) e há muitos buracos. A partir da altura do nº 1336, os obstáculos aumentam com o número crescente de degraus entre uma calçada e outra – alguns chegam a ser bem altos.
Já na Rua Max Mangels Seniors, na parte baixa, onde ficam as grandes empresas, a calçada é quase toda reta, mas possui pequenos buracos. As portarias dos prédios não têm rampas acessíveis e há
buracos entre uma casa e outra. O pior trecho fica na parte alta, em frente ao nº 303, onde não existe calçada e os caminhões ficam estacionados. Além de todos estes entraves, a rua termina com um monte de pedra e árvores no meio da via, tornando impossível a circulação de um cadeirante.
A Benedito Conrado Filho é a rua da feira livre que ocorre todas as quartas-feiras. Já em seu início encontramos uma calçada estreita com degraus e postes dificultando a passagem. No meio do caminho a calçada fica mais larga, mas ainda com muitos degraus e buracos. A rua é plana e não conta com rampa de acesso, inclusive, na ilha que a separa. Ou seja, cadeirante só consegue atravessar pelo meio da rua.
Para finalizar, na Avenida Dom Jaime Barros Câmara, a via inicia estreita, com postes, árvores e lixeiras que atrapalham a passagem. No terreno entre a Universidade Metodista e a escolinha de futebol, a calçada inteira é esburacada e um mato invade a área. No mesmo sentido, ao lado direito, onde se localizam alguns prédios, há rampas que facilitam a circulação. Já na parte comercial, há desníveis e degraus na calçada. Em frente ao motel da região, há uma angulação completamente inadequada e, como nas outras ruas vistoriadas, não há rampas de acesso nas esquinas.
Importante dizer que é possível, sim, nivelar a calçada, fazer rampas de acesso no lugar de degraus e nas esquinas, recapear as vias e instalar piso tátil de alerta direcional para as pessoas com deficiência visual. Tudo isso pode ser realizado desde que as autoridades cumpram o seu dever e a população, por sua vez, cobre por seus direitos.
Garantir acessibilidade é uma tarefa de todos!
Allan Mazzoleni é Guardião de São Bernardo do Campo
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