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Como medida preventiva, Mara protocolou PL que prevê uma semana de campanha alertando a população
Em 2002, quando tinha 16 anos, Danilo Oliveira Freire foi passar o ano-novo na casa de uma tia, em Ilhabela, litoral norte de São Paulo. Em um passeio pela praia, resolveu tomar um banho de mar. Numa fração de segundos, furou uma onda e no mergulho foi de cabeça num banco de areia. O estudante perdeu os movimentos na hora e ficou boiando por cerca de quatro minutos até que alguém percebesse o que havia ocorrido. Danilo foi operado e permaneceu internado por quase três meses. Ao cair com o alto da cabeça num local raso com banco de areia, Danilo sofreu um choque que fez com que o seu pescoço fosse dobrado enquanto o resto de seu corpo ainda permancesse em movimento. Isto causou uma fratura em duas de suas vértebras, deixando Danilo tetraplégico incompleto ( ele consegue fazer alguns movimentos com dificuldade) e dependente de uma cadeira de rodas para se locomover. Episódios como este acontecem com uma frequência maior do que se imagina. Segundo dados do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o mergulho em água rasa é a quarta causa de lesão medular no Brasil. E em época de verão, o acidente ocupa a segunda maior incidência do país. Para se ter uma ideia deste número, a cada semana, cerca de dez pessoas ficam paraplégicas ou tetraplégicas ao bater a cabeça em mergulhos. A incidência é de 60,9% dos casos. Com relação ao perfil das vitimas, uma pesquisa realizada pela Rede Sarah mostrou que o predominio é de pacientes do sexo masculino e na maioria adolescentes e adultos jovens. O Local de maior incidência é o rio, onde ocorre cerca de 43,5% dos casos. Aconteceu com eles:
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